Epicentro: Milagre

// Tito Mouraz

Tito Mouraz é fotógrafo. Finalizou o curso de Artes Visuais e Fotografia na Escola Superior Artística do Porto, em 2010,  cidade onde vive e trabalha atualmente. Expõe regularmente desde 2009 em Portugal e no estrangeiro.

Na exposição Epicentro:Milagre, o fotógrafo construiu uma instalação a partir de “um universo de enquadramentos sobre a materialidade, os lugares de fronteira, o isolamento, o marítimo, o património esquecido, as relações de luz e forma, oferecendo desvios da visualidade quotidiana, normativa e estereotipada da realidade açoriana.” 

 

// berru

berru é um coletivo de artistas do Porto formados nas áreas de Belas Artes, Multimédia, Cinema e Engenharia, dedicado à criação artística.

O seu trabalho/obra reflete sobre a relação íntima do ser humano com a máquina, uma relação que se debruça cada vez mais sobre questões filosóficas, antropológicas, políticas, sociais e éticas.

Em Epicentro: Milagre o coletivo do Porto apresenta Estudo da distribuição das dimensões dos grãos de um solo, um trabalho multidisciplinar que combina a arte, ciência e tecnologia.

“A construção dos planos alude à idealização de novos estratos geológicos artificiais expostos à ação da máquina e do homem ao invés de processos naturais.”

 

// João Ferreira

João Ferreira nasceu em Leiria onde reside e trabalha. A fotografia acompanha-o num percurso paralelo a todas as suas outras atividades, desde a década de noventa. Desde 2012 os temas dos seus trabalhos são dedicados à fotografia documental, focando a identidade e cultura das comunidades. Em 2018, apresentou O Paraíso Segundo José Maria, em Leiria, e posteriormente em Lisboa. Em 2019, foi apresentado no Porto, Pombal e Óbidos, sendo ainda selecionado para as projeções do Prémio Revelação, dos Encontros da Imagem, Braga.

É este trabalho que agora apresenta em “Epicentro: Milagre”. Registos de uma caminhada de fé e de introspeção da última romaria do Rancho de Rabo de Peixe, que aconteceu em 2019.

“Os terços. As orações. A fé. A busca da paz interior. O acalmar dos terramotos. O apaziguar das tormentas. Oito dias de comunhão com a força da natureza, sacrificando o corpo pela fé, purificando a mente pela introspecção. “, João Ferreira

 

 

 

// Francisco Lacerda

Francisco Lacerda é um realizador/argumentista Luso-Americano que cresceu em São Miguel nos Açores, e reside atualmente em Helsínquia, na Finlândia. É um dos criadores das curtas-metragens “Dentes e Garras!” e “Dentes e Garras 2”, ambas nomeadas para um Prémio Méliès D’Argent no Festival de Cinema de Terror de Lisboa – MOTELX. Durante a décima segunda edição do festival MOTELX, foi cunhado o termo “Azoresploitation” para descrever os trabalhos cinematográficos de Francisco Lacerda como um subgénero único de cinema exploitation/splatter Português feito unicamente no arquipélago dos Açores e por artistas açorianos.

“Misericórdia” é a primeira instalação artística de Francisco Lacerda e surge de uma pesquisa sobre as romarias em São Miguel que o inspiraram na criação deste trabalho ficcional. Dividida em 4 atos, a narrativa que nos apresenta cruza a mitologia pagã e a fé cristã açoriana, num local sagrado onde decorre um bizarro e obscuro ritual.

 

 

// Priscilla Telmon & Vincent Moon

Priscilla Telmon & Vincent Moon são um duo colaborativo e multidisciplinar de artistas que trabalham como cineastas independentes e exploradores de som. Juntos produzem filmes experimentais etnográficos e gravações de música, direção criativa e curadoria, com base em material recolhido durante as suas inúmeras viagens.

Na exposição “Epicentro: Milagre” apresentam “A passagem dos Milagres”, uma instalação site-specific criada durante a sua passagem por São Miguel, em setembro de 2020. Uma pesquisa sobre os espíritos do mar, as vibrações do solo e o património sónico da terra na cultura contemporânea. Um conjunto de objetos encontrados, fragmentos de áudio e filmagens, recolhidos nesta ilha.