Sessão aberta
Fernanda Fragateiro
Isto não é um cubo
5 abr. 202511h00
Isto não é um Cubo
Sessão aberta – Fernanda Fragateiro
5 abr. 2025
11h00-13h00
Entrada livre
No âmbito do projeto “Isto Não é Um Cubo”, que propõe um olhar situado sobre os modos de criar e experienciar a arte contemporânea, recebemos Fernanda Fragateiro, uma artista cuja prática se define pela interseção entre escultura, arquitetura e instalação. O seu trabalho investiga o espaço, a matéria e a relação com o público, desafiando as formas convencionais de apresentação e fruição da arte.
Com um percurso consolidado em exposições nacionais e internacionais, além de intervenções marcantes em espaços públicos, Fernanda Fragateiro traz para esta sessão a sua experiência e reflexão sobre a ocupação de lugares, a interação com o espectador e as relações espaciais abertas pela prática artística. O seu trabalho materializa a criação de espaços situados com linhas de fuga ao que está além dos formatos convencionais de exposição, encontrando-se precisamente com um dos eixos centrais neste ciclo de encontros.
NOTA BIOGRÁFICA
Fernanda Fragateiro
Vive e trabalha em Lisboa. Entre 1978 e 1981 estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio onde realizou a sua primeira exposição, “Panoramas” (com António Campos Rosado), em 1981. De 1981 a 1982 estudou na AR.CO – Centro de Arte e Comunicação, Lisboa, e de 1983 a 1987 fez o curso de escultura na Escola Superior de Belas Artes. Na década de 80 dá início a uma colaboração em diversos projetos editoriais na área da ilustração. Entre 1997 e 1999 lecionou ilustração na AR.CO, e entre 1999 e 2000 deu aulas na pós-graduação de Design Urbano no Centro Português de Design, ambas em Lisboa. O seu trabalho caracteriza-se sobretudo por uma interdisciplinaridade, onde áreas como a escultura, a instalação, a cerâmica, a arquitetura, o design ou a ilustração se cruzam e relacionam reciprocamente, em obras que dialogam com o espaço onde se inserem e com o espetador que muitas vezes é convocado para uma ação performativa que completa a obra. Desenvolve projetos para espaços públicos e não convencionais de exposição, em trabalhos que por vezes são apenas subtis intervenções ou acrescentos no lugar ou paisagem, como é exemplo o Jardim das Ondas, obra que criou para a Expo’98, Parque das Nações, Lisboa, 1998. Para além de Eu espero, obra criada para o 5º Simpósio Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso, em 1999, dos seus projetos públicos destacam-se, mais recentemente, Desenho suspenso, Parque Natural do Pisão, Cascais, 2011, ou Concrete Poem, Vila Nova da Barquinha, 2012. Expondo individualmente pela primeira vez em 1987, desde então tem participado em várias exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro, destacando-se a retrospectiva “Quarto a céu aberto”, realizada em 2003 pela Culturgest, Lisboa, e mais recentemente a individual “Stones against diamonds”, na NC-Arte, Bogotá, Colômbia, em 2014. Entre outros prémios e distinções, destaca-se o Prémio Tabaqueira da Arte Pública, Açores, 2001.
Isto não é um cubo é um projeto desenvolvido em coprogramação pela Pó de Vir a Ser (Évora), pela Culturgest (Lisboa) e Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas (São Miguel) . As estruturas artísticas convidadas são OSSO, Space Transcribers e Teatro do Frio. O projeto é apoiado pela República Portuguesa – Cultura / DGArtes Direção Geral das Artes no âmbito da RPAC – Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.