{"id":545,"date":"2015-10-15T09:56:09","date_gmt":"2015-10-15T09:56:09","guid":{"rendered":"https:\/\/arquipelagocentrodeartes.azores.gov.pt\/?page_id=545"},"modified":"2022-01-06T11:02:32","modified_gmt":"2022-01-06T11:02:32","slug":"memoria","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/arquipelagocentrodeartes.azores.gov.pt\/pt\/arquipelago-2\/centro-de-artes\/memoria\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 29 de mar\u00e7o passado, alguns dos principais t\u00edtulos dos <em>media<\/em> regionais e nacionais assinalaram o nascimento da<em> f\u00e1brica de cultura <\/em>que <em>j\u00e1 foi f\u00e1brica de \u00e1lcool<\/em>. Num futuro que se antecipa promissor, virado para a cria\u00e7\u00e3o e para os criadores de arte, o Arquip\u00e9lago \u2013 Centro de Artes Contempor\u00e2neas emerge com uma irrecus\u00e1vel miss\u00e3o: pela a\u00e7\u00e3o transdisciplinar, observar, estimular, difundir e produzir no \u00e2mbito das artes visuais, audiovisuais\/multim\u00e9dia e performativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua miss\u00e3o produtora\/criadora, hoje de conhecimento, cultura e massa cr\u00edtica, revemos no edif\u00edcio uma continuidade funcional que atravessa a hist\u00f3ria, a qual era determinada e se colocou ao servi\u00e7o das estruturas humanas ali sedeadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O enquadramento cronol\u00f3gico desta hist\u00f3ria\/mem\u00f3ria do edif\u00edcio e das estruturas antecedentes do Arquip\u00e9lago \u2013 CAC \u00e9 muito recente: tem apenas 122 anos. O jornal <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, de 8 de fevereiro de 1893, anuncia um projeto de cria\u00e7\u00e3o de tr\u00eas f\u00e1bricas de \u00e1lcool na ilha de S\u00e3o Miguel, duas em Vila Franca e uma na Ribeira Grande. \u00c9 \u00e0 \u00faltima que se d\u00e1 mais destaque, por estar avan\u00e7ada em termos de concretiza\u00e7\u00e3o: tinha j\u00e1 sido escolhido o local de constru\u00e7\u00e3o, a C\u00e2mara da Ribeira Grande havia-lhe concedido a \u00e1gua da Ribeira do Teixeira para os prop\u00f3sitos da labora\u00e7\u00e3o e, nesse enquadramento, at\u00e9 se aventava um plano de caminho de ferro<em> de via reduzida<\/em> que ligasse a dita vila a Ponta Delgada<sup>2<\/sup>. Ao autor da not\u00edcia pareciam-lhe ent\u00e3o <em>f\u00e1bricas de mais<\/em>, mas ao do artigo do dia 21 de abril de 1893, na sec\u00e7\u00e3o noticiosa do <em>Estrela Oriental<\/em>, o que parecia dever destacar-se era a import\u00e2ncia da iniciativa para a vida e para o despertar do designado <em>letargo<\/em> da Ribeira Grande<sup>3<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De facto, \u00e9 apenas em 29 de mar\u00e7o de 1893, e n\u00e3o em fevereiro, que a disponibiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua da Ribeira do Teixeira ter\u00e1 sido formalmente decidida, como consta da ata da sess\u00e3o extraordin\u00e1ria da C\u00e2mara Municipal. Na citada ata, registam-se a discuss\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o dos termos da ced\u00eancia \u00e0 f\u00e1brica, com restri\u00e7\u00f5es nos meses de rega e com encargos da canaliza\u00e7\u00e3o para os requerentes. Igualmente se frisa, no referido documento, a import\u00e2ncia da constru\u00e7\u00e3o para os designados <em>melhoramentos<\/em> do concelho, bem como para a valoriza\u00e7\u00e3o dos terrenos situados no <em>cabo da vila<\/em><sup>4<\/sup>. Em suma, e sem se esgotar a enumera\u00e7\u00e3o, eram evidentes as vantagens da implementa\u00e7\u00e3o desta estrutura industrial para o munic\u00edpio da Ribeira Grande, o que corrobora a melhor recetividade \u00e0 iniciativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a d\u00favida que paira no conte\u00fado da not\u00edcia de <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, acerca da implementa\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de tr\u00eas f\u00e1bricas de destila\u00e7\u00e3o (duas nunca chegaram a avan\u00e7ar), merece aten\u00e7\u00e3o particular, at\u00e9 porque particulariza e enfatiza ainda mais o contexto da g\u00e9nese da F\u00e1brica de Destila\u00e7\u00e3o da Ribeira Grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em in\u00edcios de 1893, com antecedentes nos anos anteriores mas tamb\u00e9m ao longo de 1894, o tema recorrente da atividade jornal\u00edstica micaelense (e n\u00e3o s\u00f3) \u00e9 o da chamada <em>quest\u00e3o do \u00e1lcool<\/em>. O problema emergente advinha da implanta\u00e7\u00e3o do chamado sistema monopolista e, muito particularmente, da eleva\u00e7\u00e3o de impostos aplicados \u00e0 ind\u00fastria a\u00e7oriana. Toda esta situa\u00e7\u00e3o gerara rea\u00e7\u00f5es, com v\u00e1rias representa\u00e7\u00f5es e comiss\u00f5es de protesto. No com\u00edcio domingueiro de 2 de julho de 1893, em Ponta Delgada, as vozes de Montalverne de Sequeira, de Pereira de Ata\u00edde e de Manuel da C\u00e2mara ergueram-se contra o famigerado imposto de 100 reis por litro de \u00e1lcool. Sob pena <em>de ver destru\u00eddo o trabalho agr\u00edcola e industrial dos A\u00e7ores<\/em>, este imposto n\u00e3o poderia, de forma alguma, nas palavras dos oradores, ultrapassar os 50 reis por litro<sup>5<\/sup>. No conspecto geral, estas medidas do governo central iriam afetar seriamente a economia das ilhas (ou das suas principais ilhas: S\u00e3o Miguel e Terceira<sup>6<\/sup>), por atingirem um dos seus sustent\u00e1culos produtivos essenciais, a par do da pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o de batata-doce, mat\u00e9ria-prima essencial (mas n\u00e3o exclusiva).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m ligados \u00e0 <em>quest\u00e3o do \u00e1lcool<\/em>, mas n\u00e3o s\u00f3, os anos de 1893, 1894 e 1895 s\u00e3o, nos A\u00e7ores, f\u00e9rteis em com\u00edcios, manifesta\u00e7\u00f5es, esclarecimentos e a\u00e7\u00f5es de propaganda<sup>7<\/sup>. Est\u00e1-se em plena agita\u00e7\u00e3o do chamado 1.\u00ba movimento autonomista, o qual vir\u00e1 a ter ep\u00edlogo formal com famoso decreto de 2 de mar\u00e7o de 1895 e com o respetivo reconhecimento da autonomia administrativa do arquip\u00e9lago.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 pois neste contexto, em princ\u00edpio adverso sob o ponto de vista econ\u00f3mico, mas promissor na \u00f3tica social e pol\u00edtica, que nasce a F\u00e1brica de Destila\u00e7\u00e3o Ribeira-Grandense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a sua constru\u00e7\u00e3o e per\u00edodo de labora\u00e7\u00e3o ainda pouco se sabe. N\u00e3o obstante, s\u00e3o j\u00e1 claros os dois distintos momentos de arranque do investimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um de 1893, com a constitui\u00e7\u00e3o da primeira sociedade, per\u00edodo para o qual h\u00e1 not\u00edcias e an\u00fancios sobre o alvar\u00e1 de licen\u00e7a do Governo Civil, em 11 de agosto<sup>8<\/sup>; sobre a rece\u00e7\u00e3o de propostas para fornecimento de materiais de constru\u00e7\u00e3o, de 7 de julho e 27 de outubro do mesmo ano<sup>9<\/sup>; sobre a subscri\u00e7\u00e3o de fundos\/investidores em agosto e setembro<sup>10<\/sup>; sobre a reuni\u00e3o de acionistas que aprovou os respetivos estatutos a 1 de outubro<sup>11<\/sup>; sobre a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos para o seu apetrechamento<sup>12<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o segundo momento anuncia-se no in\u00edcio de 1894. Logo em janeiro \u00e9 p\u00fablica a dissolu\u00e7\u00e3o da anterior sociedade<sup>13<\/sup>, ocorr\u00eancia que tamb\u00e9m tem ecos na ata da sess\u00e3o camar\u00e1ria da Ribeira Grande \u2212 de 18 de janeiro<sup>14<\/sup>. Cerca de um m\u00eas depois, estaria j\u00e1 formada uma nova empresa para o mesmo efeito<sup>15<\/sup>, embora apenas com escritura de constitui\u00e7\u00e3o de 21 de mar\u00e7o<sup>16<\/sup>. A 8 de mar\u00e7o era dada nova licen\u00e7a camar\u00e1ria para a utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua da Ribeira do Teixeira<sup>17<\/sup> e a 11 de abril j\u00e1 estavam nomeados os corpos gerentes da f\u00e1brica. Entre estes \u00faltimos, destaque para o presidente da assembleia-geral, Teot\u00f3nio de Ornelas Bruges, para o presidente do conselho de administra\u00e7\u00e3o, Marqu\u00eas de Praia e Monforte, para o administrador delegado, Francisco Augusto Serpa e para a consultoria de engenharia e arquitetura de Jo\u00e3o C\u00e2ndido de Morais e de Jo\u00e3o Silvestre de Almeida<sup>18<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 ent\u00e3o com este 2.\u00ba f\u00f4lego que a constru\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica se concretiza: na semana de 9 a 15 de abril de 1894 s\u00e3o inaugurados os trabalhos de constru\u00e7\u00e3o<sup>19<\/sup>, com in\u00edcio da obra a 16 de abril<sup>20<\/sup>; em outubro davam-se not\u00edcias do adiantamento dos trabalhos, da chegada de equipamentos (<em>machinismo<\/em>) e de carv\u00e3o para a labora\u00e7\u00e3o; em novembro inaugurava-se o trabalho de <em>assentamento do machinismo<\/em> e elogiava-se a celeridade do processo de cria\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica<sup>21<\/sup>; em 3 de junho de 1897 j\u00e1 se anunciavam obras de amplia\u00e7\u00e3o na f\u00e1brica<sup>22<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao in\u00edcio de labora\u00e7\u00e3o, anunciado inicialmente para finais de 1893\/in\u00edcios de 1894<sup>23<\/sup> e posteriormente adiado para dezembro de 1894 ou janeiro de 1895<sup>24<\/sup>, a primeira campanha anuncia-se definitivamente para 2 de novembro de 1895<sup>25<\/sup>, campanha que, ao n\u00edvel da batata-doce, terminaria em meados de janeiro e continuaria posteriormente com base no milho<sup>26<\/sup>. \u00c9, pois, de 29 de janeiro de 1896, a 1.\u00aa not\u00edcia de<em> exporta\u00e7\u00e3o<\/em> de \u00e1lcool produzido na f\u00e1brica da Ribeira Grande<sup>27<\/sup>. Quanto ao encerramento da sua atividade, tanto quanto podemos agora avan\u00e7ar, ter\u00e1 ocorrido ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o das F\u00e1bricas A\u00e7orianas de \u00c1lcool (UFAA) em 15.12.1902, em data ainda n\u00e3o apurada. Na sequ\u00eancia do Decreto de 1901, que reduziu os limites de produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool para os A\u00e7ores, ter\u00e3o sido fechadas duas unidades laborais em S\u00e3o Miguel e outras tantas na Terceira. Uma dessas unidades foi a F\u00e1brica de Destila\u00e7\u00e3o Ribeira-Grandense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed a hist\u00f3ria\/mem\u00f3ria do edif\u00edcio, e das suas funcionalidades ao longo do tempo, aguarda ainda mais pesquisa e estudo. Segundo o <em>Invent\u00e1rio do Patrim\u00f3nio Im\u00f3vel dos A\u00e7ores<\/em><sup>28<\/sup>, nas notas descritivas do edif\u00edcio fica registado que as instala\u00e7\u00f5es da antiga f\u00e1brica de destila\u00e7\u00e3o haviam sido usadas como sequeiro de tabaco e como aquartelamento militar. No curto lapso de tempo dispon\u00edvel para a recolha, n\u00e3o nos foi poss\u00edvel lograr informa\u00e7\u00e3o sobre a \u00faltima fun\u00e7\u00e3o citada. N\u00e3o obstante, com base nas competentes informa\u00e7\u00f5es e nas c\u00f3pias de cadernetas prediais disponibilizadas pela F\u00e1brica de Tabaco Micaelense, foi poss\u00edvel coligir alguns informes a partir do ano de 1930.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse ano de 1930, a 7 de fevereiro, a ent\u00e3o designada por F\u00e1brica de Destila\u00e7\u00e3o Ribeira-Grandense SARL vende o terreno, onde se situava <em>uma casa com 11 divis\u00f5es destinadas \u00e0 destila\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool<\/em>, \u00e0 Sociedade Ribeira-Grandense, n\u00e3o se sabendo o tipo de fun\u00e7\u00f5es cumpridas a partir da\u00ed pelo edif\u00edcio. A referida Sociedade Ribeira-Grandense venderia o mesmo pr\u00e9dio \u00e0 F\u00e1brica de Tabaco Micaelense, em 20 de outubro de 1969. No per\u00edodo em que esteve na posse da citada empresa, e como ainda se colhe na oralidade, aquele pr\u00e9dio foi afeto \u00e0 secagem e armazenamento de tabaco. Em 11 de fevereiro de 1999, a F\u00e1brica de Tabaco Micaelense vende o mesmo pr\u00e9dio \u00e0 Sociedade Evaristo Lima e C.\u00aa Lda. \u00c9 esta sociedade, por fim, que acabar\u00e1 por vender o pr\u00e9dio \u00e0 Regi\u00e3o Aut\u00f3noma dos A\u00e7ores, em 29 de novembro de 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que mostra esta breve resenha de factos e enquadramentos \u00e9 que muito mais se pode ainda fazer no \u00e2mbito do estudo da mem\u00f3ria da estrutura f\u00edsica e funcional que hoje alberga o Arquip\u00e9lago \u2013 Centro de Artes Contempor\u00e2neas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Explicitados o enquadramento e factos particulares do seu surgimento e levantadas sumariamente algumas das principais fun\u00e7\u00f5es a que se prestou ao longo do tempo, fruto da vontade humana, fica aqui um testemunho de capacidades de cria\u00e7\u00e3o, de reinven\u00e7\u00e3o e de readapta\u00e7\u00e3o que se podem associar \u00e0 estrutura f\u00edsica que hoje acolhe o Arquip\u00e9lago\u2013CAC. (Re)encontrando, em cada tempo, o respetivo lugar na comunidade, constitui-se hoje uma estrutura que assume dimens\u00e3o ainda mais arquipel\u00e1gica, definitivamente atl\u00e2ntica e universal, atrav\u00e9s daquela forma de comunica\u00e7\u00e3o singular que \u00e9 a arte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Texto: <strong>Rute Dias Greg\u00f3rio<\/strong><sup>1<\/sup>|DRC|Diretora da Biblioteca P\u00fablica e Arquivo Regional de Ponta Delgada<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*Este texto foi publicado na <a href=\"http:\/\/www.culturacores.azores.gov.pt\/revistadecultura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>CulturA\u00e7ores \u2013 Revista de Cultura<\/em><\/a><\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><br \/>\n<sup>1<\/sup> Os levantamentos de informa\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o deste trabalho n\u00e3o seriam poss\u00edveis sem a colabora\u00e7\u00e3o da Biblioteca P\u00fablica e Arquivo Regional de Ponta Delgada, do Arquivo Municipal da Ribeira Grande, da F\u00e1brica de Tabaco Micaelense e do setor de im\u00f3veis da Dire\u00e7\u00e3o Regional do Or\u00e7amento e Tesouro.<br \/>\n<sup>2<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba 1629, 05.04.1893.<br \/>\n<sup>3<\/sup> <em>Estrela Oriental<\/em>, n.\u00ba 16, 21.04.1893.<br \/>\n<sup>4<\/sup> Arquivo Municipal da Ribeira Grande: Fundo da C\u00e2mara Municipal, <em>Livro de Atas<\/em>, ata n.\u00ba 10, 29.03.1893.<br \/>\n<sup>5<\/sup> <em>A Estrela Oriental<\/em>, n.\u00ba 14, 07.04.1893.<br \/>\n<sup>6<\/sup> Sobre a import\u00e2ncia desta ind\u00fastria, cf. Maria Isabel Jo\u00e3o, \u201cInd\u00fastria e industrializa\u00e7\u00e3o\u201d. In <em>Enciclop\u00e9dia A\u00e7oriana<\/em>. Dispon\u00edvel em linha: http:\/\/www.culturaacores.axores.gov.pt\/ea\/perquisa\/Default.aspx?id=7686.<br \/>\n<sup>7<\/sup> No qual se integra o nascimento do jornal <em>A Autonomia dos A\u00e7ores<\/em>, editado pela 1.\u00aa vez no domingo, 5 de mar\u00e7o de 1893. Cf. J. G. Reis Leite, \u201cAutonomia dos A\u00e7ores (A)\u201d. In <em>Enciclop\u00e9dia A\u00e7oriana<\/em>. Dispon\u00edvel em linha: http:\/\/www.culturacores.azores.gov.pt\/ea\/pesquisa\/Default.aspx?id=4953<br \/>\n<sup>8<\/sup> Biblioteca P\u00fablica e Arquivo Regional de Ponta Delgada: Governo Civil de P. Delgada, ct. 353, fl. 12-13.<br \/>\n<sup>9<\/sup> <em>A Estrela Oriental<\/em>, n.\u00ba 27, 07.07.1893; n.\u00ba 43, 27.10.1893.<br \/>\n<sup>10<\/sup> <em>A Estrela Oriental<\/em>, n.\u00ba 31, 25.08.1893; n.\u00ba 36, 08.09.1893; A Persuas\u00e3o, n.\u00ba1649, 23.08.1893.<br \/>\n<sup>11<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1665, 04.10.1893.<br \/>\n<sup>12<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1662, 23.11.1893.<br \/>\n<sup>13<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1670, 17.01.1894.<br \/>\n<sup>14<\/sup> AMRG: FCM,<em> Livro de Atas<\/em>, ata n.\u00ba 3, 18.01.1894.<br \/>\n<sup>15<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1675, 21.02.1894.<br \/>\n<sup>16<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1713, 14.11.1894.<br \/>\n<sup>17<\/sup> AMRG: FCM, <em>Livro de Atas<\/em>, ata n.\u00ba 8, 08.03.1894.<br \/>\n<sup>18<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1682, 11.04.1894.<br \/>\n<sup>19<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1683, 18.04.1894.<br \/>\n<sup>20<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1713, 14.11.1894.<br \/>\n<sup>21<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba. 1708, 10.10.1894; n.\u00ba1713, 14.11.1894.<br \/>\n<sup>22<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1849, 23.06.1897.<br \/>\n<sup>23<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1662, 23.11.1893.<br \/>\n<sup>24<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1711, 31.10.1894.<br \/>\n<sup>25<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1761, 16.10.1895.<br \/>\n<sup>26<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1773, 08.01.1896; n.\u00ba1784, 25.03.1896.<br \/>\n<sup>27<\/sup> <em>A Persuas\u00e3o<\/em>, n.\u00ba1776, 29.01.1896.<br \/>\n<sup>28<\/sup> <em>Ribeira Grande: S\u00e3o Miguel: Invent\u00e1rio do Patrim\u00f3nio Im\u00f3vel dos A\u00e7ores<\/em>, [S.L], Dire\u00e7\u00e3o Regional da Cultura, IAC \u2013 Instituto A\u00e7oriano de Cultura e C\u00e2mara Municipal da Ribeira Grande, 2007, p. 155.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 29 de mar\u00e7o passado, alguns dos principais t\u00edtulos dos media regionais e nacionais assinalaram o nascimento da f\u00e1brica de cultura que j\u00e1 foi f\u00e1brica de \u00e1lcool. 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