LANDMARK
Joaquim Oliveira

outubro

LANDMARK, Joaquim Oliveira

A Residência Artística do Arquiteto Joaquim Oliveira, sob o tema “O património como fonte de inspiração”, decorreu no ARQUIPÉLAGO – Centro de Artes Contemporâneas entre 17 e 29 de setembro e resultou na intervenção LANDMARK, com um enfoque especial na eficiência energética e nas energias renováveis, inserida nas iniciativas do Ano Europeu do Património Cultural, no Arquipélago dos Açores, promovidas pela Direção Regional da Cultura.

LANDMARK

CONCEITO

No seguimento do convite endereçado pela Secretaria Regional da Educação e Cultura – Direção Regional de Cultura, apresentamos uma proposta para a conceção e realização de uma peça de arquitetura escultórica, que foi pensada conceptual e formalmente para dar resposta aos seguintes pontos:

1- Utilização de materiais endógenos – Madeira de Criptoméria;
2- Utilização da peça como uma espécie de “Landmark” ou “meeting point”;

3- Utilização da ideia de viagem – Referência;
4- Utilização da difusão da ideia de aproveitamento geotérmico de baixa entalpia nas construções, dando, intrinsecamente, resposta ao solicitado neste convite, uma boa prática, particularmente na utilização das energias renováveis.

 

Assim, propomos uma peça que possa ser lida como um “landmark”, um ponto de referência num lugar, numa praça, e que contenha a informação sobre a utilização dos recursos geotérmicos de baixa entalpia, e outros considerados de reutilização de energias de modo a serem integrados em ações imateriais de divulgação desses conceitos em projetos de arquitetura e engenharia.

O suporte da informação assenta na seguinte ideia: como os japoneses retrataram a chegada dos Navegadores Portugueses através dos célebres Painéis de Nambam. Da peça vertical desdobram-se elementos articulados entre si, formando um painel contínuo que contém a informação a transmitir.

A utilização de um elemento comum passa pela utilização de um mapa cartográfico que retrata as 9 ilhas do Arquipélago dos Açores, sobre o qual se reproduz os conceitos anteriormente referidos, e com isto, a ideia de Cartografia de um lugar fica expressa, nomeadamente um lugar singular que é marcado por um território situado no Atlântico, onde a condição arquipelágica é a constante da comunidade que o habita.

A peça será realizada em dois módulos com as dimensões de 20x60x3.20 de madeira de criptoméria. No módulo superior apenas uns rasgos verticais, de modo a permitir alguma quebra de resistência ao vento, e no módulo inferior do alçado frontal saem os painéis desdobráveis e articulados que contêm a informação.

A utilização de diferente tipo de madeira torna mais rica a peça, e propõe-se a utilização de dois tipos de criptoméria para o módulo superior e inferior.

O território como ideia de Cartografia de um lugar, que permite registar os locais onde será possível efetuar a utilização dos recursos naturais, e neste caso a geotermia de baixa entalpia.

É sobre este suporte que se explicará a ideia a partir de projetos já realizados da possibilidade de aproveitamento e incorporação da Geotermia de baixa entalpia nos edifícios públicos ou privados, salientando, ainda, a possibilidade desta fonte energética ser utilizada, de modo compartilhado em rede numa perspetiva social de oferta a partir das entidades públicas a populações carenciadas.

Joaquim Morais Oliveira

maio– junho2018

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