Memória

A 29 de março passado, alguns dos principais títulos dos media regionais e nacionais assinalaram o nascimento da fábrica de cultura que já foi fábrica de álcool. Num futuro que se antecipa promissor, virado para a criação e para os criadores de arte, o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas emerge com uma irrecusável missão: pela ação transdisciplinar, observar, estimular, difundir e produzir no âmbito das artes visuais, audiovisuais/multimédia e performativas.

Na sua missão produtora/criadora, hoje de conhecimento, cultura e massa crítica, revemos no edifício uma continuidade funcional que atravessa a história, a qual era determinada e se colocou ao serviço das estruturas humanas ali sedeadas.

O enquadramento cronológico desta história/memória do edifício e das estruturas antecedentes do Arquipélago – CAC é muito recente: tem apenas 122 anos. O jornal A Persuasão, de 8 de fevereiro de 1893, anuncia um projeto de criação de três fábricas de álcool na ilha de São Miguel, duas em Vila Franca e uma na Ribeira Grande. É à última que se dá mais destaque, por estar avançada em termos de concretização: tinha já sido escolhido o local de construção, a Câmara da Ribeira Grande havia-lhe concedido a água da Ribeira do Teixeira para os propósitos da laboração e, nesse enquadramento, até se aventava um plano de caminho de ferro de via reduzida que ligasse a dita vila a Ponta Delgada2. Ao autor da notícia pareciam-lhe então fábricas de mais, mas ao do artigo do dia 21 de abril de 1893, na secção noticiosa do Estrela Oriental, o que parecia dever destacar-se era a importância da iniciativa para a vida e para o despertar do designado letargo da Ribeira Grande3.

De facto, é apenas em 29 de março de 1893, e não em fevereiro, que a disponibilização da água da Ribeira do Teixeira terá sido formalmente decidida, como consta da ata da sessão extraordinária da Câmara Municipal. Na citada ata, registam-se a discussão e aprovação dos termos da cedência à fábrica, com restrições nos meses de rega e com encargos da canalização para os requerentes. Igualmente se frisa, no referido documento, a importância da construção para os designados melhoramentos do concelho, bem como para a valorização dos terrenos situados no cabo da vila4. Em suma, e sem se esgotar a enumeração, eram evidentes as vantagens da implementação desta estrutura industrial para o município da Ribeira Grande, o que corrobora a melhor recetividade à iniciativa.

Já a dúvida que paira no conteúdo da notícia de A Persuasão, acerca da implementação simultânea de três fábricas de destilação (duas nunca chegaram a avançar), merece atenção particular, até porque particulariza e enfatiza ainda mais o contexto da génese da Fábrica de Destilação da Ribeira Grande.

Em inícios de 1893, com antecedentes nos anos anteriores mas também ao longo de 1894, o tema recorrente da atividade jornalística micaelense (e não só) é o da chamada questão do álcool. O problema emergente advinha da implantação do chamado sistema monopolista e, muito particularmente, da elevação de impostos aplicados à indústria açoriana. Toda esta situação gerara reações, com várias representações e comissões de protesto. No comício domingueiro de 2 de julho de 1893, em Ponta Delgada, as vozes de Montalverne de Sequeira, de Pereira de Ataíde e de Manuel da Câmara ergueram-se contra o famigerado imposto de 100 reis por litro de álcool. Sob pena de ver destruído o trabalho agrícola e industrial dos Açores, este imposto não poderia, de forma alguma, nas palavras dos oradores, ultrapassar os 50 reis por litro5. No conspecto geral, estas medidas do governo central iriam afetar seriamente a economia das ilhas (ou das suas principais ilhas: São Miguel e Terceira6), por atingirem um dos seus sustentáculos produtivos essenciais, a par do da própria produção de batata-doce, matéria-prima essencial (mas não exclusiva).

Também ligados à questão do álcool, mas não só, os anos de 1893, 1894 e 1895 são, nos Açores, férteis em comícios, manifestações, esclarecimentos e ações de propaganda7. Está-se em plena agitação do chamado 1.º movimento autonomista, o qual virá a ter epílogo formal com famoso decreto de 2 de março de 1895 e com o respetivo reconhecimento da autonomia administrativa do arquipélago.

É pois neste contexto, em princípio adverso sob o ponto de vista económico, mas promissor na ótica social e política, que nasce a Fábrica de Destilação Ribeira-Grandense.

Sobre a sua construção e período de laboração ainda pouco se sabe. Não obstante, são já claros os dois distintos momentos de arranque do investimento.

Um de 1893, com a constituição da primeira sociedade, período para o qual há notícias e anúncios sobre o alvará de licença do Governo Civil, em 11 de agosto8; sobre a receção de propostas para fornecimento de materiais de construção, de 7 de julho e 27 de outubro do mesmo ano9; sobre a subscrição de fundos/investidores em agosto e setembro10; sobre a reunião de acionistas que aprovou os respetivos estatutos a 1 de outubro11; sobre a aquisição de equipamentos para o seu apetrechamento12.

Já o segundo momento anuncia-se no início de 1894. Logo em janeiro é pública a dissolução da anterior sociedade13, ocorrência que também tem ecos na ata da sessão camarária da Ribeira Grande − de 18 de janeiro14. Cerca de um mês depois, estaria já formada uma nova empresa para o mesmo efeito15, embora apenas com escritura de constituição de 21 de março16. A 8 de março era dada nova licença camarária para a utilização da água da Ribeira do Teixeira17 e a 11 de abril já estavam nomeados os corpos gerentes da fábrica. Entre estes últimos, destaque para o presidente da assembleia-geral, Teotónio de Ornelas Bruges, para o presidente do conselho de administração, Marquês de Praia e Monforte, para o administrador delegado, Francisco Augusto Serpa e para a consultoria de engenharia e arquitetura de João Cândido de Morais e de João Silvestre de Almeida18.

É então com este 2.º fôlego que a construção da fábrica se concretiza: na semana de 9 a 15 de abril de 1894 são inaugurados os trabalhos de construção19, com início da obra a 16 de abril20; em outubro davam-se notícias do adiantamento dos trabalhos, da chegada de equipamentos (machinismo) e de carvão para a laboração; em novembro inaugurava-se o trabalho de assentamento do machinismo e elogiava-se a celeridade do processo de criação da fábrica21; em 3 de junho de 1897 já se anunciavam obras de ampliação na fábrica22.

Quanto ao início de laboração, anunciado inicialmente para finais de 1893/inícios de 189423 e posteriormente adiado para dezembro de 1894 ou janeiro de 189524, a primeira campanha anuncia-se definitivamente para 2 de novembro de 189525, campanha que, ao nível da batata-doce, terminaria em meados de janeiro e continuaria posteriormente com base no milho26. É, pois, de 29 de janeiro de 1896, a 1.ª notícia de exportação de álcool produzido na fábrica da Ribeira Grande27. Quanto ao encerramento da sua atividade, tanto quanto podemos agora avançar, terá ocorrido após a criação da União das Fábricas Açorianas de Álcool (UFAA) em 15.12.1902, em data ainda não apurada. Na sequência do Decreto de 1901, que reduziu os limites de produção de álcool para os Açores, terão sido fechadas duas unidades laborais em São Miguel e outras tantas na Terceira. Uma dessas unidades foi a Fábrica de Destilação Ribeira-Grandense.

A partir daí a história/memória do edifício, e das suas funcionalidades ao longo do tempo, aguarda ainda mais pesquisa e estudo. Segundo o Inventário do Património Imóvel dos Açores28, nas notas descritivas do edifício fica registado que as instalações da antiga fábrica de destilação haviam sido usadas como sequeiro de tabaco e como aquartelamento militar. No curto lapso de tempo disponível para a recolha, não nos foi possível lograr informação sobre a última função citada. Não obstante, com base nas competentes informações e nas cópias de cadernetas prediais disponibilizadas pela Fábrica de Tabaco Micaelense, foi possível coligir alguns informes a partir do ano de 1930.

Nesse ano de 1930, a 7 de fevereiro, a então designada por Fábrica de Destilação Ribeira-Grandense SARL vende o terreno, onde se situava uma casa com 11 divisões destinadas à destilação do álcool, à Sociedade Ribeira-Grandense, não se sabendo o tipo de funções cumpridas a partir daí pelo edifício. A referida Sociedade Ribeira-Grandense venderia o mesmo prédio à Fábrica de Tabaco Micaelense, em 20 de outubro de 1969. No período em que esteve na posse da citada empresa, e como ainda se colhe na oralidade, aquele prédio foi afeto à secagem e armazenamento de tabaco. Em 11 de fevereiro de 1999, a Fábrica de Tabaco Micaelense vende o mesmo prédio à Sociedade Evaristo Lima e C.ª Lda. É esta sociedade, por fim, que acabará por vender o prédio à Região Autónoma dos Açores, em 29 de novembro de 2006.

O que mostra esta breve resenha de factos e enquadramentos é que muito mais se pode ainda fazer no âmbito do estudo da memória da estrutura física e funcional que hoje alberga o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas.

Explicitados o enquadramento e factos particulares do seu surgimento e levantadas sumariamente algumas das principais funções a que se prestou ao longo do tempo, fruto da vontade humana, fica aqui um testemunho de capacidades de criação, de reinvenção e de readaptação que se podem associar à estrutura física que hoje acolhe o Arquipélago–CAC. (Re)encontrando, em cada tempo, o respetivo lugar na comunidade, constitui-se hoje uma estrutura que assume dimensão ainda mais arquipelágica, definitivamente atlântica e universal, através daquela forma de comunicação singular que é a arte.

Texto: Rute Dias Gregório1|DRC|Diretora da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada

*Este texto foi publicado na CulturAçores – Revista de Cultura

Notas
1 Os levantamentos de informação para a realização deste trabalho não seriam possíveis sem a colaboração da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, do Arquivo Municipal da Ribeira Grande, da Fábrica de Tabaco Micaelense e do setor de imóveis da Direção Regional do Orçamento e Tesouro.
2 A Persuasão, n.º 1629, 05.04.1893.
3 Estrela Oriental, n.º 16, 21.04.1893.
4 Arquivo Municipal da Ribeira Grande: Fundo da Câmara Municipal, Livro de Atas, ata n.º 10, 29.03.1893.
5 A Estrela Oriental, n.º 14, 07.04.1893.
6 Sobre a importância desta indústria, cf. Maria Isabel João, “Indústria e industrialização”. In Enciclopédia Açoriana. Disponível em linha: http://www.culturaacores.axores.gov.pt/ea/perquisa/Default.aspx?id=7686.
7 No qual se integra o nascimento do jornal A Autonomia dos Açores, editado pela 1.ª vez no domingo, 5 de março de 1893. Cf. J. G. Reis Leite, “Autonomia dos Açores (A)”. In Enciclopédia Açoriana. Disponível em linha: http://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=4953
8 Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada: Governo Civil de P. Delgada, ct. 353, fl. 12-13.
9 A Estrela Oriental, n.º 27, 07.07.1893; n.º 43, 27.10.1893.
10 A Estrela Oriental, n.º 31, 25.08.1893; n.º 36, 08.09.1893; A Persuasão, n.º1649, 23.08.1893.
11 A Persuasão, n.º1665, 04.10.1893.
12 A Persuasão, n.º1662, 23.11.1893.
13 A Persuasão, n.º1670, 17.01.1894.
14 AMRG: FCM, Livro de Atas, ata n.º 3, 18.01.1894.
15 A Persuasão, n.º1675, 21.02.1894.
16 A Persuasão, n.º1713, 14.11.1894.
17 AMRG: FCM, Livro de Atas, ata n.º 8, 08.03.1894.
18 A Persuasão, n.º1682, 11.04.1894.
19 A Persuasão, n.º1683, 18.04.1894.
20 A Persuasão, n.º1713, 14.11.1894.
21 A Persuasão, n.º. 1708, 10.10.1894; n.º1713, 14.11.1894.
22 A Persuasão, n.º1849, 23.06.1897.
23 A Persuasão, n.º1662, 23.11.1893.
24 A Persuasão, n.º1711, 31.10.1894.
25 A Persuasão, n.º1761, 16.10.1895.
26 A Persuasão, n.º1773, 08.01.1896; n.º1784, 25.03.1896.
27 A Persuasão, n.º1776, 29.01.1896.
28 Ribeira Grande: São Miguel: Inventário do Património Imóvel dos Açores, [S.L], Direção Regional da Cultura, IAC – Instituto Açoriano de Cultura e Câmara Municipal da Ribeira Grande, 2007, p. 155.

O Centro

O projeto de requalificação e refuncionalização do edifício pré-existente foi concebido por uma equipa multidisciplinar tendo como arquitetos responsáveis Francisco Vieira de Campos e Cristina Guedes, do Consórcio Menos é Mais Arquitetos Associados, Lda,, e João Mendes Ribeiro (João Mendes Ribeiro Arquiteto, Lda.), trabalho que foi reconhecido internacionalmente ao integrar a lista dos 40 nomeados para o prémio Mies van der Rohe 2015.

 

Reservas

Edifício com linguagem abstrata de função escultórica/poética, que faz a ligação visual entre o preexistente (fábrica e envolvente) com a nova função programática mais complexa de um centro de artes contemporâneas.

A ligação ao piso 0 deste edifício é feita através do edifício expositivo, onde funcionam as reservas e os espaços técnicos necessários a este tipo de função

As reservas apresentam uma tipologia espacial que responde às solicitações de reconversão e flexibilidade para dar resposta às diferentes necessidades do acervo a constituir, seja de diferentes escalas como de materiais (papel, tecido, tela, metais, madeira, vídeo, etc.).

 

Residências Artísticas

Edifício preexistente que faz ligação entre as reservas e o Edifício Expositivo, onde foi aproveitado o seu espaço amplo e pé direito elevado ao atual conceito de espaço experimental para produção artística, sublinhado pelas residências artísticas, que exige a criação de condições espaciais, funcionais e técnicas que permitam aos artistas (nas suas múltiplas facetas) uma apropriação do edifício.

Este espaço é uma espécie de antecâmara de entrada, de modo a que o público possa interagir com o processo criativo, e antever as atividades que poderá proporcionar o centro.

 

Edifício Expositivo

No seguimento do espaço público temos acesso à receção do ARQUIPÉLAGO colocada no corpo central do edifício preexistente, de forma a funcionar como rótula de percursos e funções. Os espaços expositivos estão distribuídos pelo piso térreo e cave, criando um corredor técnico que permite ligar diferentes ambientes e funcionalidades, existindo uma circulação entre espaços para público e espaços de serviço, de modo a haver uma continuidade entre percursos e funções. Neste edifício as funções estão divididas por pisos, estando os espaços expositivos na cave e no piso térreo. No piso 1 encontra-se a biblioteca e serviço educativo, de forma a funcionar autonomamente do espaço expositivo, mas com ligação à receção. No piso 2, funcionam os serviços administrativos e bar, com ligação ao corpo técnico vertical exterior para circulação garantindo facilidade e autonomia funcional.

 

Black Box

Este edifício é constituído por dois núcleos, sendo o principal com localização central, a sala multiusos (espaço polivalente) e espaço dedicado aos artistas (camarins), a sul os laboratórios para técnicas limpas, digitais, informática e estúdio de som/audiovisual.

Este espaço apresenta uma tipologia onde não existe a fronteira entre o espetador e o artista, colocando-os no mesmo espaço, como resposta à polivalência que as artes performativas hoje exigem. Baseia-se no modelo do teatro da Companhia de Teatro Schaubühne em Berlim, pelas possibilidades de transformação de uma sala de cena integral, e no Teatro Oficina de Lina Bo Bardi em São Paulo, pela ideia do “teatro rua” e as possibilidades de relação com o espaço público. Este é um espaço modulável, que se adapta em função de cada espetáculo, através da combinação e adição de equipamentos móveis localizados no chão e no teto com possibilidade de montagem e desmontagens fáceis.

 

Projeto Arquitetónico

ARQUIPÉLAGO – CENTRO DE ARTES CONTEMPORÂNEAS
projeto em coautoria: Francisco Vieira de Campos, Cristina Guedes + João Mendes Ribeiro
2007-2014

O desenho do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas mantém o carácter industrial do conjunto e tematiza o diálogo entre uma construção existente (antiga fábrica do álcool | tabaco) e novas construções (fábrica da cultura | produção de arte, reservas, sala multiusos | artes performativas, oficinas, laboratórios, estúdios-ateliers de artistas).

O projeto não exagera a diferença entre as antigas e as novas construções. Antes procura unir a diferente escala e a diferente idade das suas partes por meio de uma manipulação pictórica da forma e da materialidade dos edifícios – o existente marcado pela alvenaria aparente de pedra vulcânica e os novos edifícios marcados pela forma abstrata, sem referência ou alusão a nenhuma linguagem, construídos em betão aparente com inertes de basalto local com um trabalho altimétrico e textural das superfícies, complementando a relação cheio/vazio da massa do edifício com os vazios dos pátios.

O Arquipélago adquire a sua identidade pela variação tranquila entre o edifício existente – contenção e gesto mínimo na implantação estratégica dos canais de infraestruturação, máxima eficácia na hierarquização espacial e funcional dos diferentes espaços do complexo fabril – e os dois edifícios novos que, por exigirem condições especiais não compatíveis com a preexistência, resolvem as funcionalidades pedidas.

O projeto compromete-se com a qualidade do existente, pondo em manifesto as variações tipológicas – os novos edifícios são colocados ao lado dos existentes de forma “serena” clarificando o que é existente num determinado período e o que se lhe acrescenta, sem ferir ou desvirtuar as estruturas espaciais e construtivas do conjunto. Contexto e contiguidade contribuem para a autonomia do objeto.

Espaços

Medidas/áreas do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas

 

  • Edifício A (loja) – 428.00 m² (construção reabilitada)
  • Edifício B (reservas) – 844.96 m² (construção nova)
  • Edifício C (residências artísticas) – 1100.98 m²
    • 48 m² (construção reabilitada)
    • 50 m² (construção nova)
  • Edifício D (áreas expositivas, serviço educativo e biblioteca) – 5300.91 m² (construção reabilitada)
  • Edifício E (Black Box e Centro de Produção de Audiovisual e Multimédia) – 3450,45 m² (construção nova)
  • Edifício F (área de apoio técnico) – 379.27 m² (construção nova)
  • Edifício G (PT) – 21.12 m² (construção nova)
  • Edifício H (chaminé) – 22.11 m² (construção reabilitada)
  • Área total do estabelecimento – 11547.80 m² (construção nova e reabilitada)

 

 

Descrição de cada edifício:

 

Edifício A (loja)

Constituída por dois pisos:

  • Piso 0 – loja (73.85 m² + 70.60 m² = 144.45 m² – área útil)
  • Piso 1 – núcleo museológico (152.40 m² + 152.40 m² = 304.80 m² – área útil)
  • Piso 2 (mezanino) – escritório (9.60 m² – área útil)

 

Edifício B (reservas)

Constituído por dois pisos:

  • Piso 0 – reservas (292.00 m²)
  • Piso 1 – espaço exterior em aberto (47.00 m² – espaço coberto + 41.00 m² – espaço descoberto = 88.00 m² – área útil)

 

Edifício C (residências artísticas)

Constituído por dois pisos:

  • Piso -1 – espaço técnico de ligação ao edifício E (50.41 m²+ 18.00 m²+ 7.95 m² = 76.36 m² – área útil)
  • Piso 0
    • residências artísticas (152.52 m²+178.46 m² = 330.98 m² – área útil)
    • Cais de carga e descarga (74.07 m² – área útil)
    • Circulação (6.14 m²+15.50 m²= 21.64 m² – área útil)

 

Edifício D (espaço expositivo, serviço educativo, biblioteca)

Constituído por 4 pisos (piso -1, 0, 1, 2) e terraço/esplanada:

  • Piso -1 – cave ( 1062.97 m² – área útil):
    • Ala nascente – 442.60 m²
    • Circulação – 136.22 m²
    • Ala poente – 439.20 m²
    • Ala sul – 44.95 m²
  • Piso 0 – área expositiva (1284.52 m² – área útil):
    • Oficina de montagem e desmontagem /manutenção – 145.65 m²
    • Receção – 75.35 m²
    • Sala expositiva 1 – 245.35 m²
    • Sala expositiva 2 – 183.90 m²
    • Sala expositiva 3 – 121.81 m²
    • Circulação – 252.56 m² (33.64+105.38+113.54)
    • Células artística – 259.90 m² (área útil):
      • Célula artística 1 – 10.32 m²
      • Célula artística 2 – 13.12 m²
      • Célula artística 3 – 11.68 m²
      • Célula artística 4 – 11.68 m²
      • Célula artística 5 – 11.68 m²
      • Célula artística 6 – 9.35 m²
      • Célula artística 7 – 10.39 m²
      • Célula artística 8 – 13.25 m²
      • Célula artística 9 – 11.86 m²
      • Célula artística 10 – 11.85 m²
      • Célula artística 11 – 11.82 m²
      • Célula artística 12 – 9.46 m²
      • Célula artística 13 – 9.38 m²
      • Célula artística 14 – 11.71 m²
      • Célula artística 15 – 11.73 m²
      • Célula artística 16 – 11.79 m²
      • Célula artística 17 – 13.24 m²
      • Célula artística 18 – 10.45 m²
      • Célula artística 19 – 11.75 m²
      • Célula artística 20 – 11.62 m²
      • Célula artística 21 – 11.48 m²
      • Célula artística 22 – 11.38 m²
      • Célula artística 23 – 11.43 m²
      • Célula artística 24 – 9.16 m²
    • Piso 1 – Serviço Educativo e Biblioteca ( 471.29 m² – área útil):
      • Serviço Educativo – 239.24 m²
      • Biblioteca – 232.05 m²
    • Piso 2 – Serviço Administrativo e Bar/Cafetaria (422.25 m² – área útil):
      • Serviços Administrativos – 210.09 m²
      • Bar/Cafetaria – 98.20 m² + esplanada no terraço – 117.00 m²
      • Circulação – 113.96 m²

 

Edifício E (Black Box – sala multiusos + Centro de Audiovisual e multimédia)

Constituído por 4 pisos (piso -1, 0, 1, 2):

  • Piso -1 – Área técnica:
    • Oficina Artística – 161.50 m²
    • Sub palco – 256.00 m²
  • Piso 0 (sala multiusos e área técnica):
    • Foyer – 42.00 m²
    • Sala Multiusos (Black Box) – 263.00 m²
    • Área Técnica – 85.90 m²
  • Piso 1 (Camarins e gabinetes do Centro de Audiovisual e Multimédia)
    • Camarins – 50.50 m² + terraço – 23.30 m²
    • Centro de Audiovisual e Multimédia – 182.90 m²
  • Piso 2 (Camarins e gabinetes do Centro de Audiovisual e Multimédia):
    • Camarins – 50.50 m²
    • Centro de Audiovisual e Multimédia – 125.35 m²