O Silêncio de Hefesto

Inauguração Exposição

25 jul. 2026 — 17h

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EXPOSIÇÃO

O Silêncio de Hefesto

Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado

25 jul. – 01 nov. 2026

Local: Sala expositiva 1 e 2

 

Segundo a mitologia grega, Hefesto foi expulso do Monte Olimpo por a sua aparência ser considerada grotesca. Fadado ao exílio, instalou uma forja no interior da cratera do Etna e tornou-se ferreiro. Deus dos vulcões, do fogo e dos artesãos, Hefesto é, entre as divindades gregas, aquela cuja condição mais se aproxima dos mortais e das suas privações. Em O Silêncio de Hefesto, serve de pretexto para pensar o território dos Açores, as catástrofes naturais que o marcaram ao longo das últimas décadas e as relações com a história recente de Portugal.

 

O ponto de partida da exposição é a erupção vulcânica dos Capelinhos, na ilha do Faial, em 1957. Acontecimento que transformou o arquipélago e acusou o silêncio imposto pelo Estado Novo: nas imagens televisivas da erupção captadas pela RTP, nem o som do vulcão, nem as vozes da população foram registadas.

 

O Silêncio de Hefesto reúne um conjunto de obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado que percorrem um arco temporal entre 1957 e o presente. Embora distintas nas suas abordagens, as obras convergem na atenção ao território e na exploração da dimensão acústica, interrogando quem pode falar e em que condições a catástrofe se torna audível.

 

A Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) é um acervo público sob a tutela do Ministério da Cultura. Composta por obras de referência da criação artística no país, a CACE desenvolve uma política contínua de descentralização e circulação territorial, colaborando com instituições de todo o território nacional para garantir o acesso público ao seu património.

 

A exposição é curada por Vera Carmo (Porto, 1980). Professora Assistente Convidada na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e investigadora focada nas dimensões históricas e sociopolíticas da fotografia e do vídeo, Vera Carmo é membro fundador da Rampa 125. Entre os seus projetos curatoriais recentes destacam-se Zapping – Televisão como Cultura e Contracultura (2026) e SAM!24 (2024–2025).

 

Esta exposição integra a programação oficial da Ponta Delgada 2026 – Capital Portuguesa da Cultura.

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